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20/06/2019
18/06/2019
O meu corpo não tem um único osso que seja sagrado -
não passa de um monte de cinzas de ossos malcheirosos.
Cava um buraco fundo e lá enterra estes restos mortais.
Assim, nem uma partícula de pó irá manchar
As montanhas verdes.
Shumpo Soki (1409 - 1498), in "Poemas de Morte Japoneses: escritos por monges zen e poetas haiku à beira da morte"
(versão portuguesa: amadeu liberto fraga)
não passa de um monte de cinzas de ossos malcheirosos.
Cava um buraco fundo e lá enterra estes restos mortais.
Assim, nem uma partícula de pó irá manchar
As montanhas verdes.
Shumpo Soki (1409 - 1498), in "Poemas de Morte Japoneses: escritos por monges zen e poetas haiku à beira da morte"
(versão portuguesa: amadeu liberto fraga)
Aquele que vem sabe apenas da sua chegada
Aquele que parte sabe apenas o seu fim.
Porquê agarrar-se ao penhasco
Para ser salvo do abismo?
Nuvens que flutuam rente
Nunca sabem para onde os ventos as soprarão.
Sengai Gibon (1750 - 1837), in "Poemas de Morte Japoneses: escritos por monges zen e poetas haiku à beira da morte"
(versão portuguesa: amadeu liberto fraga)
Aquele que parte sabe apenas o seu fim.
Porquê agarrar-se ao penhasco
Para ser salvo do abismo?
Nuvens que flutuam rente
Nunca sabem para onde os ventos as soprarão.
Sengai Gibon (1750 - 1837), in "Poemas de Morte Japoneses: escritos por monges zen e poetas haiku à beira da morte"
(versão portuguesa: amadeu liberto fraga)
17/06/2019
16/06/2019
15/06/2019
Roda em perpétuo movimento é a vida
E cada dia é o dia certo.
Aquele que recita poemas à sua morte
Acrescenta geada à neve.
E cada dia é o dia certo.
Aquele que recita poemas à sua morte
Acrescenta geada à neve.
§
A vida é como uma nuvem de névoa
Emergindo de uma caverna
E a morte
Uma lua flutuante
No seu curso celeste.
Se pensares demasiado
Acerca do significado que possam ter
Ficarás para sempre amarrado
Como um burro a uma estaca.
Mumon Gensen (1323 - 1390), in "Poemas de Morte Japoneses: escritos por monges zen e poetas haiku à beira da morte".
(versão portuguesa: amadeu liberto fraga)
A vida é como uma nuvem de névoa
Emergindo de uma caverna
E a morte
Uma lua flutuante
No seu curso celeste.
Se pensares demasiado
Acerca do significado que possam ter
Ficarás para sempre amarrado
Como um burro a uma estaca.
Mumon Gensen (1323 - 1390), in "Poemas de Morte Japoneses: escritos por monges zen e poetas haiku à beira da morte".
(versão portuguesa: amadeu liberto fraga)
14/06/2019
13/06/2019
Inspirar, expirar
Para a frente, para trás
Vivendo, morrendo:
Flechas, lançadas a voar a si entregues
A meio do caminho encontram-se e cortam
O vazio num voo sem rumo -
Assim eu regresso à fonte.
Gesshu Soko (1618 - 1696), in "Poemas de Morte Japoneses: escritos por monges zen e poetas haiku à beira da morte"
(versão portuguesa: amadeu liberto fraga)
Para a frente, para trás
Vivendo, morrendo:
Flechas, lançadas a voar a si entregues
A meio do caminho encontram-se e cortam
O vazio num voo sem rumo -
Assim eu regresso à fonte.
Gesshu Soko (1618 - 1696), in "Poemas de Morte Japoneses: escritos por monges zen e poetas haiku à beira da morte"
(versão portuguesa: amadeu liberto fraga)
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