O meu corpo não tem um único osso que seja sagrado -
não passa de um monte de cinzas de ossos malcheirosos.
Cava um buraco fundo e lá enterra estes restos mortais.
Assim, nem uma partícula de pó irá manchar
As montanhas verdes.
Shumpo Soki (1409 - 1498), in "Poemas de Morte Japoneses: escritos por monges zen e poetas haiku à beira da morte"
(versão portuguesa: amadeu liberto fraga)
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